Estômago – Anatomia, características e funções

O estômago é a porção consideravelmente dilatada do trato alimentar entre o esôfago e o intestino delgado e possui várias funções. Atua como reservatório e esta função é facilitada pela elasticidade de suas paredes que podem ser suficientemente estiradas para dar-lhe uma capacidade de 950 a 1.400 centímetros cúbicos. Seu conteúdo é retido pelo esfíncter, bem desenvolvido, em sua saída.

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Funções do estômago

O estômago não somente armazena alimentos, mas é, também, um órgão digestivo. Uma refeição comum permanece nele de 3 1/2 a 4 horas e, durante este tempo, a refeição sofre considerável digestão devido à ação do suco gástrico que é secretado pelas células e glândulas da membrana mucosa.

Também está relacionado com a produção do fator necessário para permitir a absorção da vitamina B12. Pode, também, servir, até certo ponto, como órgão de absorção, mas sua função a este respeito é limitada à absorção de água, sais, açúcar, álcool e algumas outras drogas.

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O estômago humano é dividido em:

  • Cárdia
  • Corpo
  • Fundo
  • Piloro

Suco gástrico

O suco gástrico é um líquido produzido no estômago, responsável pela digestão dos alimentos que ali se encontram.

O suco gástrico contém 3 enzimas, ácido clorídrico e muco. Das três enzimas a pepsina é a mais importante. Em meio ácido ela inicia a digestão das proteínas. O ácido clorídrico, além de fornecer este meio ácido para a pepsina, tem outras ações benéficas.

As outras duas enzimas são a renina, que coagula o leite e a lipase que fragmenta as gorduras. Entretanto, este último efeito não é provavelmente muito extenso. Como o suco gástrico tem tais propriedades digestivas potentes a membrana mucosa deve ser protegida para não ser digerida por suas próprias secreções.

Um fator para isto é um abundante suprimento de muco fornecido pela membrana mucosa. O estômago age como misturador, em virtude de seus movimentos musculares, e converte seu conteúdo, diluído como suco gástrico, em material semifluido, ou de comparável consistência, chamado quimo.

Glândulas do fundo e do corpo do estômago

Estas glândulas produzem quase todas enzimas e ácido clorídrico secretados no estômago e, também, um pouco do muco. No corpo do estômago as fovéolas são mais rasas do que na região pilórica e estendem-se pela membrana mucosa por apenas cerca de um quarto ou um terço de sua espessura.

Deve-se compreender que os sulcos não são de glândulas; são simplesmente pequenos poços ou fendas escavados da superfície e atapetados por células epiteliais superficiais.

Glândulas da cárdia

As glândulas da lâmina própria da área que circunda a entrada do esôfago no estômago são diferentes daquelas do restante do órgão. São glândulas tubulares simples, ou compostas, constituídas por células de citoplasma claro. Secretam muco, talvez algumas enzimas, e são de pequena importância prática.

Glândulas do piloro

Piloro é o nome que se dá a uma musculatura localizada no final do estômago, sendo seu último segmento e porta de entrada p/ o intestino delgado.

Os movimentos peristálticos iniciam-se próximo da porção média do estômago, dirigindo-se daí para o piloro. O esfíncter pilórico abre-se automaticamente, a fim de permitir que o alimento suficientemente liquidificado e digerido penetre no intestino delgado. Ao mesmo tempo, ele retém os alimentos sólidos, não digeridos.

As fossetas e sulcos da região pilórica têm mais profundidade do que as do corpo e fundo. Além disso, as glândulas que nessas se abrem, são muito mais curtas do que, as do corpo e do fundo.

Epitélio superficial do estômago

A principal função do epitélio superficial no estômago é fornecer proteção. Para isto suas células são altas e todas semelhantes, e este fato permite ao estudante distinguir, de relance, uma seção do estômago de uma seção do intestino delgado ou grosso.

No intestino delgado ou grosso as células caliciformes alternam-se com células absorventes não produtoras de muco; isto tem aparência muito diferente das células de revestimento.

As células epiteliais da superfície formam uma membrana que, embora seja de apenas uma camada de células, é muito substancial. Estas células fornecem, também, um tipo indireto de proteção pela produção de muco que, caracteristicamente, recobre o revestimento.

Características macroscópicas

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Vista interna das paredes do estômago

O fundo do estômago fica acima de uma linha horizontal que passa pela entrada do esôfago. Cerca de dois terços do restante são chamados corpo do estômago. O terço e última parte do órgão é chamado antro e canal pilórico; estas conduzem à saída ou piloro (= porteiro).

Se um estômago contraído e vazio é aberto vê-se que sua membrana mucosa é modelada em pregas que se ramificam, a maioria das quais está disposta longitudinalmente. Estas são chamadas pregas. O cerne destas é constituído por submucosa. Quando está cheio as pregas se desfazem quase completamente.

Aparência microscópica geral

A parede do estômago é composta pelas 4 túnicas descritas no plano geral do trato alimentar. A membrana mucosa é relativamente espessa e contém milhões de pequenas glândulas, simples, tubulares. Em alguns pontos a musculatura mucosa tem 3 camadas em lugar das 2 descritas no plano geral.

Não há glândulas na submucosa, exceto na porção pilórica adjacente ao duodeno. A muscular externa é constituída por 3 em vez de 2 camadas. As fibras da camada mais interna estão dispostas obliquamente; aquelas da camada média circularmente e aquelas da camada mais externa do estômago, longitudinalmente.

Anatomia do estômago

 

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