Neurônios – resumo, o que são, funções – tecido nervoso

A função do tecido nervoso é receber, guardar, modificar e transmitir mensagens ou sinais. As células nervosas responsáveis por tudo isso são os neurônios, formados por um corpo celular, onde fica o núcleo e parte do citoplasma. Do corpo celular saem muitos prolongamentos.

neurônios

Um deles, que pode ser muito comprido, é o axônio. Os outros, em geral numerosos e curtos, são os dendritos. Os neurônios variam de forma, mas o impulso nervoso que o percorre vai sempre no mesmo sentido: entra pelos dendritos ou pelo corpo celular e sai pelo axônio.

Função dos neurônios

Além de receber e transmitir impulsos nervosos, os neurônios sintetizam substâncias e as excretam pela ponta do axônio. Essas substâncias, chamadas neurotransmissores, estimulam outros neurônios e células musculares.

Também fazem parte do tecido nervoso as células da glia, que enchem os espaços entre os neurônios e lhes servem de suporte e proteção. Algumas têm pouco citoplasma e se enrolam em tomo dos axônios dos neurônios.

Suas membranas plasmáticas acumulam mielina, substância gordurosa, má condutora de eletricidade (isolante). Isso evita que os sinais elétricos se dispersem e passem de um axônio para os que estão a seu lado.

neurônios-anatomia

Impulso nervoso

Em que consiste o impulso nervoso? Quando, em um ponto de um neurônio, não está passando impulso nervoso, as cargas elétricas, principalmente dos íons de potássio (K+), sódio (Na+) e cloro (Cl-), estabelecem uma diferença de potencial elétrico entre os dois lados da membrana plasmática. De fato, o citossol, que fica do lado de dentro, tem mais cargas negativas do que o lado de fora, onde está o líquido intersticial.

Essa diferença de potencial de membrana, ou voltagem, é medida em milivolts. Por exemplo, 70 milivolts com sinal negativo indicam que o interior do neurônio representa um polo negativo em relação ao exterior, que é positivo. Enquanto o neurônio não é estimulado, seu potencial de repouso permanece polarizado, com o polo negativo dentro e o positivo fora da célula.

Quando um estímulo, como um diminuto choque elétrico, atinge o neurônio, cátions penetram nele. Isso gera uma despolarização instantânea e um potencial de membrana positivo, por exemplo, de + 50 miivolts. Agora, há mais cargas positivas dentro do que fora da membrana. Entretanto, a despolarização permanece apenas por milésimos de segundo.

Despolarização

Tudo volta à situação anterior com a saída de cátions, ficando aquele ponto do neurônio novamente polarizado, com mais cargas negativas dentro da célula do que fora. Esta despolarização instantânea e transitória das cargas elétricas chama-se potencial de ação, porque, ao contrário do potencial de repouso, ele gera o impulso nervoso.

O curioso é que, embora o potencial de ação ocorra em um ponto especifico da membrana, ele estimula o ponto seguinte. Desse modo, o potencial de ação se propaga como uma onda, embora nenhuma carga elétrica se desloque ao longo do axônio.

As cargas variam no sentido transversal, entrando e saindo através da membrana em determinado ponto do axônio, mas o impulso nervoso consiste na propagação do potencial de ação ao longo do neurônio. Não se trata, portanto, de uma corrente elétrica ou de um fluxo de íons que percorre o neurônio.

Sinapse

Um neurônio pode transmitir seu potencial de ação para outro por contato direto, mas isso é raro. Em geral, ao chegar à ponta do axônio, o potencial de ação desencadeia a síntese de moléculas de neurotransmissores, que são lançadas no microespaço entre dois neurônios, chamado sinapse.

A sinapse é limitada por duas membranas, uma pré-sináptica, que fica na ponta do axônio, e outra pós-sináptica, que pertence ao dendrito do neurônio seguinte. A espessura da sinapse é de cerca de 30 nanômetros (um milímetro tem um milhão de nanômetros). Pois é aí que são lançados os neurotransmissores sintetizados pelo neurônio pré-sináptico, sob a influência do potencial de ação.

Neurotransmissor

A “mensagem”, que percorreu o neurônio sob a forma de sinal elétrico, passa a ser um sinal químico veiculado por uma molécula específica, por exemplo, de acetilcolina. Na membrana pós-sináptica, esse neurotransmissor liga-se a uma proteína, que é seu receptor específico.

Quando o neurotransmissor se associa com seu receptor, vários íons positivos, como Ca++, Na+ e K+, penetram no neurônio pós-sináptico. Isso faz com que o potencial negativo do citoplasma do neurônio pós-sináptico passe a positivo. Essa despolarização cria, no segundo neurônio, o mesmo potencial de ação do primeiro neurônio.

Assim, a mensagem pode percorrer vários neurônios, sob a forma de potencial de ação, passando de um para outro por meio dos neurotransmissores que atravessam as sinapses. Há também axônios que secretam acetilcolina diretamente nas fibras musculares. Isso produz um potencial de ação que atinge muitas fibras. A contração muscular que se segue é regulada pela penetração dos íons de cálcio nas fibras musculares.

 

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