Olfato | Anatomia do Sistema Olfativo | Resumo

A seguir, apresentaremos a anatomia, como funciona e a função do órgão olfativo. Assim como o paladar, o olfato também é um sentido químico; mas assim como os receptores do gosto são estimulados por substâncias químicas dissolvidas na saliva e em íntimo contato com eles, os olfatórios denotam a proximidade de seres ou objetos que emitem substâncias voláteis.

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Funcionam como receptores do olfato a distância e sua sensibilidade é muito superior à dos receptores gustativos. Por outro lado, está muito desenvolvida neles a capacidade de adaptação, de maneira que, uma vez informado o indivíduo da presença de um odor, a sensação se extingue rapidamente e o possível incômodo que causa desaparece.

Anatomia do Sistema Olfativo

Os receptores do olfato estão localizados numa pequena área da mucosa nasal, nos cornetos superiores, colada ao osso etmóide. Distinguem-se ali dois tipos de células: as olfatórias e as de suporte.

As primeiras são os verdadeiros receptores e consistem em neurônios bipolares transformados: o prolongamento periférico é grosso e termina em numerosos e finos apêndices à maneira de cílios, que ficam embebidos pela camada de muco que recobre a mucosa; o prolongamento central atravessa a placa crivosa do etmóide e termina ao bulbo olfatório do encéfalo.



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As substâncias voláteis, ao se porem em contato com os cílios do receptor, acarretam a descarga de impulsos nervosos, que são propagados pela mesma célula até o segundo neurônio, localizado no bulbo olfatório. As células de suporte o olfato são epiteliais prismáticas e não apresentam características de interesse especial.

Características gerais do olfato

A membrana mucosa das áreas olfativas é de tonalidade amarela, em contraste com a tonalidade rósea da mucosa que reveste a porção respiratória do nariz.



É disposta de modo a revestir a porção mais superior do teto de cada cavidade nasal, começando logo na extremidade anterior do corneto superior e estendendo-se para trás por cerca de 1 centímetro.

Do teto estende-se para baixo por ambos os lados de cada cavidade nasal; na porção lateral estende-se de modo a cobrir a maior parte do cometo superior, e na porção mediana, por cerca de 1 centímetro no septo nasal.

Células olfatórias

A mucosa do órgão do olfato consiste de um espesso epitélio pseudo-estratificado e de uma densa lâmina própria. As células de sustentação são células cilíndricas altas dispostas perpendicularmente à superfície.

Na sua porção mais profunda são muito mais estreitas que na superficial. Apesar de na parte mais superficial da membrana estarem dispostas mais compactamente, sua forma mais ou menos cilíndrica induz à formação de uma membrana perfurada.



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Os delicados prolongamentos (dendritos) das células sensoriais ou olfativas, cujos corpos estão situados mais profundamente, são assim capazes de atingir a superfície por meio dos interstícios deixados entre elas.

Células basais do sistema olfativo

Abaixo de seus núcleos, as células de sustentação do olfato tornam-se mais delgadas, ficando seu citoplasma nesta região reduzido a pouco mais do que fitas. Estas se estendem até a delgada membrana basal. As células basais que são mais ou menos triangulares estão dispostas irregularmente na camada mais profunda do epitélio.

As células sensoriais ou olfativas são do tipo de célula nervosa bipolar do olfato, possuindo em cada extremidade de seu corpo um prolongamento. Um é o dendrito, outro, o axônio. As células sensoriais, como as células de sustentação, estão dispostas perpendicularmente à superfície.

O seu corpo celular está encaixado entre as células de sustentação na região onde estas são muito estreitas (logo abaixo da zona estreita de núcleos ovais). O núcleo das células sensoriais do olfato nesta região constitui a zona espessa de núcleos redondos.

Os dendritos das células bipolares ascendem até a superfície pelos Interstícios entre as células de sustentação. Na superfície, cada dendrito se alarga formando uma vesícula olfativa e, a partir desta, delicados filamentos denominados cílios olfativos estendem-se para a superfície.

O axônio de cada célula sensorial do olfato passa da membrana epitelial para a lâmina própria reunindo-se para formar feixes de fibras nervosas olfativas.

Glândulas de Bowman – Função no olfato

A lâmina própria consiste de tecido conjuntivo fibro-elástico que constitui o órgão do olfato. Na sua porção mais profunda, contém várias veias, e em algumas de suas partes mais profundas apresenta caráter quase igual ao tecido eréctil.



A porção secretora de glândulas túbulo-alveolares (glândulas de Bowman) está disposta na lâmina própria da mucosa olfativa.

As glândulas de Bowman estão limitadas à área do olfato, logo, se são vistas na mucosa respiratória adjacente, pode considerar-se como tendo sido mucosa olfativa, mas tendo sofrido tais injúrias que perdeu sua característica olfativa.

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Os condutos das glândulas de Bowman atravessam o epitélio abrindo-se na superfície. Estas glândulas produzem uma secreção fluida que provavelmente renova a delgada camada de fluido que banha constantemente os cílios olfativos na superfície do órgão do olfato.

Os gases responsáveis pelos odores, segundo se crê, dissolver-se-iam neste fluido afetando assim os cílios olfativos. Feixes de fibras nervosas olfativas são encontrados na lâmina própria. Como foi notado antes, eles são compostos de axônios amielínicos das células sensoriais do olfato.

Em conjunto, constituem o nervo olfativo, que penetra na caixa craniana através da lâmina crivada do etmóide indo atingir o cérebro.

Estrutura e função – Como funciona o sentido do olfato

Primeiramente, assim como o homem possui receptores especializados a serem estimulados facilmente por diferentes tipos de estímulos (toque pressão, etc.) poder-se-ia considerar que células sensoriais da área do olfato sejam também especializadas, sendo diferentes células sensíveis para diferentes odores.

Há tanta variedade de odores que é impossível haver receptores especiais para cada tipo de odor; isto nos leva ao conceito da existência de células olfativas especializadas somente para certos odores básicos.

A razão da capacidade do olfato em distinguir tal variedade de odores pode ser devida a várias combinações dos receptores dos odores básicos, sendo estimulada por estes diferentes e complexos odores.

Apoio para esta ideia resultou da observação de que ao se recobrar o sentido do olfato após ter sido ele perdido, alguns odores permanecem como antes, mas outros são diferentes do que eram, e ainda outros não podem absolutamente ser sentidos.

Receptores do olfato

Há evidências sugerindo que diferentes receptores para os diferentes tipos de odores básicos não estejam distribuídos igualmente por toda a área olfativa.

Logo, a lesão feita a uma parte do órgão do olfato pode resultar no fato de certas substâncias cheirarem de modo diverso ao anterior, enquanto que outras, sob estas condições, permanecem quantitativa e qualitativamente imutáveis. Parece-nos que uma hipótese razoável à luz dos conhecimentos atuais seria:

  • Que células olfativas seriam de diferentes tipos, especializadas para serem facilmente estimuladas por certos odores básicos;
  • Que os receptores do olfato para os tipos básicos de odores não estariam dispostos uniformemente através de toda a área olfativa, mas sim segregados;
  • Que a capacidade do órgão do olfato humano para distinguir um tal número de odores se deve a esses diferentes odores estimularem diferentes combinações dos receptores para os odores básicos;
  • Que a intensidade de um odor está relacionada com o número de receptores do olfato estimulados por ele.

Olfato e paladar – sentidos

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