Glândulas Mamárias | Mamas | Mamilos | Anatomia | Resumo

A seguir, aprenderemos sobre a anatomia e fisiologia das glândulas mamárias (mamas), seu desenvolvimento e modificações na puberdade e gestação em um resumo completo.

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Fisiologia das glândulas mamárias

A mama de uma mulher sexualmente madura, não gestante, é denominada mama em repouso, para ser distinguida da mama em crescimento ativo (mama da gestação), ou da mama funcionante (mama em lactação). O mamilo é uma estrutura cilindro-cônica, de coloração rósea ou castanho-rosada, revestida por um epitélio pavimentoso estratificado queratinizado.

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Numerosas papilas de forma irregular se estendem da derme para a epiderme, aproximando-se muito da superfície. Por esse motivo, em cima dessas papilas a epiderme é muito delgada. Os canais principais de cada uma das muitas glândulas separadas que constituem as mamas são chamadas canais lactíferos ou galactóforos.

Ascendem através do bico do seio ou mamilo, abrindo-se por orifícios separados em seu ápice. Os orifícios são tão diminutos que não podem ser vistos a olho nu. O epitélio dos canais lactíferos, nas proximidades de seus orifícios, é semelhante ao do mamilo. Mais profundamente, os canais lactíferos são revestidos por duas camadas de células epiteliais cilíndricas, que se apoiam sobre uma membrana basal.

Características dos mamilos

O mamilo é constituído sobretudo por tecido conjuntivo denso e fibras musculares lisas. As fibras musculares estão dispostas tanto circularmente ao redor dos canais galactóforos como paralelamente aos mesmos, de cada lado, quando tais canais ascendem e atravessam o mamilo.

Existem também muitos vasos sanguíneos e terminações nervosas encapsuladas. A epiderme do mamilo, à semelhança do epitélio da vagina, é sensível ao estrogênio. Com referência ao chamado problema dos “mamilos doloridos” – condição que se estabelece quando algumas mulheres começam a alimentar seus filhos – talvez seja de interesse recordar que, em algumas mulheres, logo após o parto, pode haver deficiência de estrogênio.

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A razão é que a produção de estrogênio durante a gestação depende em grande parte da placenta; resulta daí que, ao ser esta eliminada no parto, o organismo materno se vê privado da principal fonte produtora desse hormônio.

É claro que mais tarde os seus ovários produzirão uma quantidade suficiente de estrogênio; todavia, é provável que haja um certo período em que o epitélio do mamilo sofra as conseqüências de um menor estímulo hormonal.

Modificação das mamas na puberdade

Ao aproximar-se a puberdade, as mamas da fêmea, que até este momento se apresentavam achatadas, aumentam de volume e tomam a forma hemisférica. O mamilo se torna mais proeminente. As modificações das mamas constituem nesta época um dos caracteres sexuais secundários da fêmea.

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A maior parte do aumento do volume das mamas se deve à gordura que se vai acumulando no tecido conjuntivo interlobar e interlobular. Ao chegar à puberdade, o sistema de canais epiteliais se desenvolve, mas as modificações não vão além de um estágio rudimentar. As mais notáveis modificações são observadas em relação ao aumento da quantidade de gordura no tecido conjuntivo.

Não é provável que verdadeiras unidades secretoras se desenvolvam nessa ocasião. Isto se verificará durante a prenhez. No macho, as glândulas mamárias não se modificam pela puberdade, permanecendo achatadas. Conservam, entretanto, seu sistema de canalículos rudimentares.

Agentes responsáveis pelas modificações das glândulas mamárias

Anormalmente poderá ocorrer um crescimento maior atingindo as proporções de uma glândula mamária feminina: denomina-se, um processo desses, de ginecomastia. O estrogênio é o principal agente responsável pelas modificações das mamas femininas antes descritas.

A progesterona, que é periodicamente secretada a partir da puberdade, pode ter um papel coadjuvante. A administração de estrogênio a machos tende a desenvolver suas glândulas mamárias rudimentares, transformando-as em glândulas do tipo feminino.

Modificações das mamas durante a gravidez

A mama em repouso possivelmente não contém alvéolos secretores. É constituída apenas por um sistema de canais. Com a evolução da prenhez, ocorre um grande desenvolvimento do sistema de canais. Finalmente, nas extremidades dos menores ramos de cada canal desenvolvem-se alvéolos secretores. Pelo final do quinto mês de gestação, os lóbulos estão muito expandidos e ricos em alvéolos.

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O tecido conjuntivo intralobular torna-se fragmentado a medida que os alvéolos desabrocham dos canais, de tal forma que o mesmo fica reduzido a uma série de delgados septos entre os alvéolos adjacentes. Tais formações contêm extensas redes de capilares. Os alvéolos propriamente ditos estão constituídos de uma simples camada de células cilíndricas. Células mio-epiteliais curvilíneas são vistas algumas vezes adaptadas à periferia.

Devido à grande expansão dos elementos epiteliais dos lóbulos, os septos de tecido conjuntivo interlobular tornam-se grandemente distendidos. A maior parte do crescimento epitelial ocorrido na mama durante a gravidez, sucede antes do final do sexto mês. Nos últimos estágios da gestação, outros crescimentos se verificam, mas num ritmo lento. As mamas, entretanto, continuam a aumentar.

Tal se dá principalmente devido ao fato das células alveolares principiarem a secretar um líquido que expande os alvéolos e, conseqüentemente, a mama. Esta secreção não é o leite. Este ultimo só aparece após o parto, como será explanado a seguir.

Desenvolvimento das glândulas mamárias

Na espécie humana, a primeira etapa do desenvolvimento da glândula mamária ocorre próximo ao final da sexta semana de vida embrionária. Nesta época, em embriões de ambos os sexos, o ectoderma se espessa ao longo de duas linhas, cada uma das quais vai da axila à virilha correspondente.

São as chamadas “linhas mamárias”. Suas células epiteliais têm a potencialidade de crescer penetrando no mesênquima subjacente, em qualquer ponto das citadas linhas, para formar as glândulas mamárias. Na espécie humana, a invasão do mesênquima subjacente pelas células epiteliais ocorre geralmente em um ponto isolado de cada linha.

Em muitos animais, entretanto, as glândulas mamárias se desenvolvem em muitos pontos ao longo de cada linha mamária, de modo que tais animais, quando adultos, possuirão duas fileiras de glândulas mamárias, com as quais alimentarão suas grandes ninhadas. Ocasionalmente, na espécie humana, também se desenvolvem glândulas extranumerárias ao longo da linha mamária (e algumas vezes em outras regiões).

Quando isso ocorre, estas formações são chamadas mamas supranumerárias. Entre os povos civilizados, é comum a remoção cirúrgica das mamas supranumerárias por razões estéticas ou de outra natureza. O tecido glandular mamário aberrante que se localiza nas axilas pode passar despercebido, até que a gestação ou a lactação provoque sua hipertrofia.

Desenvolvimento das mamas no estágio embrionário

A medida que o embrião se desenvolve, as células epiteliais, situadas no ponto da linha mamária predestinado à formação glandular, vão formando pequenos maciços dos quais cerca de 20 ou mais cordões seguindo várias direções penetram no mesênquima subjacente.

Cada um desses cordões primitivos se desenvolve numa glândula exócrina separada, uma vez que cada mama é claramente formada pela reunião de muitas glândulas individualizadas, que possuem um canal excretor independente que drena sua secreção através do mamilo.

Durante a vida fetal, os cordões celulares que invadem o mesênquima ramificam-se em certa extensão e tendem a transformar-se em canais, de modo que, por ocasião do nascimento, um sistema de canais rudimentares já está formado. Nessa época, não existe uma diferença notável entre o grau de desenvolvimento das glândulas do menino ou da menina.

Durante os primeiros dias de vida, as glândulas mamárias de um recém-nascido podem aumentar de volume por motivos que serão descritos mais tarde. Essa condição cedo desaparece.

Cuidados com as glândulas mamárias / mamas

Para saber mais sobre os cuidados e prevenções de enfermidades provenientes das glândulas mamárias, sugerimos a leitura desse artigo.

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