Melanina | Significado e Função do Pigmento da Pele | Resumo

A melanina é o mais importante pigmento da pele. Estão distribuídas largamente no reino animal, possuindo cores que vão do amarelo, passando pelo pardo, até o negro.

No homem, a melanina se encontra situada sobretudo na epiderme, principalmente nas células do extrato basal. A melanina apresenta-se sob a forma de finos grânulos da cor das castanhas ou negro, que tendem a se reunir em pequenos agrupados, nos casos em que existe grande pigmentação.

A melanina e a cor da pele

A quantidade de melanina existente na epiderme justifica a diferença de cor da pele, de acordo com as raças (negra, vermelha, amarela, branca) – Todas as pessoas encerram certa quantidade de melanina em sua pele. A incapacidade que algumas pessoas possuem para a produção de pigmento melânico, origina o denominado albinismo (albus = branco).

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Desde que a epiderme da pele branca (salvo se ela estiver “queimada” pelo sol) encerra pouca melanina, isso permite que por transparência seja visível a cor do sangue dos capilares superficiais da derme, aberto à circulação. Se os glóbulos contêm pouca hemoglobina reduzida, o sangue é vermelho, e a sua visualização através da pele proporciona uma cor rósea.

Todavia, se existir uma considerável quantidade de hemoglobina reduzida nos glóbulos desses vasos, a pele tomará uma coloração azulada (cianose). Ficando a epiderme da pele branca exposta aos raios ultravioleta, aparecem nela quantidades elevadas de melanina. São precisamente os raios ultravioleta da luz solar os que ocasionam a cor escura. As pessoas morenas ficam mais rapidamente escurecidas do que as louras. Em algumas, a pele se “queima” uniformemente; em outras, a melanina tende a se reunir formando pequenas placas (sardas).

Significado e Histologia

A melanina encontra-se como inclusões do citoplasma das células da pele. Há células contendo melanina, tanto na epiderme como na derme. As que produziram o pigmento são denominadas melanoblastos (situadas quase que inteiramente na epiderme). As células que contêm melanina não são necessariamente melanoblastos. Em lugar de elaborá-lo, podem ter fagocitado o pigmento. Isso é verdade tanto para as células da epiderme como da derme. A melanina tende a se distribuir uniformemente entre as células mais profundas da epiderme.

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Tal não é devido a serem elas melanoblastos, mas sim ao fato de captarem a melanina dos melanoblastos situados entre elas. As células da derme que fagocitam pigmento são provavelmente do tipo macrofágico; são denominadas cromatóforos (phoreo = eu transporto)

Os melanoblastos produtores de melanina podem ser identificados pela “dopa-reação”, baseada na reação enzimática dessas células. Quando tomamos cortes de pele preparados adequadamente e os expomos a uma solução tamponada de dopa (dihydroxyphenilanina), as células que contêm a enzima dopa-oxidase atuam localmente sobre a dopa da solução para formar dopa-inelanina.

Os depósitos localizados dessa substância negra indicam quais são as células da pele que possuem dopa-oxidase (melanoblastos). Nos cromatóforos e melanoblastos inativos, a dopa-melanina se distingue da natural porque é antes negra do que castanho-amarelado. Assim, a dopa-reação é muito útil para estabelecer a diferença entre as células que estão produzindo pigmentos melânicos (melanoblastos) daquelas que o fagocitaram.

Como a melanina é produzida

Admite-se geralmente que a produção da melanina na pele depende de que a dopa-oxidase dos melanoblastos epidérmicos atue sobre o substrato ou substância semelhante à dopa que chega à epiderme com o sangue e o líquido intersticial. Todavia, há um obstáculo para que seja adotada definitivamente esta hipótese: não é possível demonstrar-se dopa, nem mesmo uma substância similar, nos líquidos tissulares dos mamíferos.

Entretanto, uma outra teoria merece atenção; segundo esta, a melanina se formaria a partir do aminoácido tirosina por ação da enzima tirosinase. Porém, não pode ser demonstrada a presença de tirosinase na pele. Uma solução para esse problema é sugerida pelos seguintes experimentos: Comprovou-se que o tirosina desaparece do sangue se a pele é exposta à luz ultravioleta, e que a diminuição da concentração sanguínea de tirosina é proporcional ao grau de pigmentação cutânea obtida.

Esta experiência parece indicar de forma categórica que a tirosina seja a substância-máter da melanina, mas, conforme já dissemos, não pode ser demonstrada a presença de tirosinase na pele para explicar a transformação local da tirosina.

Função da melanina

No reino animal, a melanina serve como pigmento protetor. No homem, a melanina logicamente deve servir para proteger contra as radiações solares. Um excesso de luz solar pode ser prejudicial para o organismo sob vários aspectos: pode ocasionar queimaduras e insolações; poderia possivelmente, por um modo que não conhecemos, causar mutações nas células epidérmicas e talvez facilitar o aparecimento do câncer.

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Há muito maior incidência do câncer cutâneo em pessoas de pele branca submetida a intensa radiação solar, do que entre os negros, ou entre as pessoas brancas que vivem em regiões onde haja relativamente pouca luz solar. Além disso, é possível que o excesso de radiação solar possa causar a produção de demasiada vitamina D no organismo. Esta é originada por irradiação de alguns derivados do colesterol pela luz ultravioleta. O colesterol é uma das substâncias do tipo gorduroso presentes no sebo.

Assim, o sebo elaborado pelas glândulas cutâneas, provavelmente é o originador dos derivados do colesterol que, por irradiações, são transformados em vitamina D. É sabido que doses muito elevadas de vitamina D podem causar graves transtornos no organismo. A intensidade da produção de quantidades prejudiciais desta, e a intensidade de sua absorção, em uma pele exposta em demasia às irradiações solares, ainda não está esclarecida; porém, a possibilidade existe.

A ação protetora da melanina

O fato da pele do negro, bem como a de indivíduo branco bronzeado pelo sol, resistirem melhor que a das pessoas comuns às queimaduras devidas à exposição às irradiações solares, contribui para o ponto de vista de que a melanina tem ação protetora. A melanina protege contra a luz ultravioleta, e, por consequência, contra a formação de vitamina D na pele humana.

Isso parece demonstrado pelo fato seguinte: as pessoas da raça negra que vivem nas regiões nórdicas, onde existe menos sol do que nas meridionais, e onde no inverno a luz solar possui muito poucos raios ultravioleta, estão mais propensas a apresentar um quadro de raquitismo do que as crianças brancas cuja pele, pode-se assim dizer, está destinada a absorver toda a luz ultravioleta possível. Tal fato também indica que a vitamina D se forma na pele, abaixo da epiderme, onde está a melanina. Indiscutivelmente, é difícil tirar conclusões definitivas sobre esses pontos.

A luz ultravioleta não penetra muito profundamente na pele. Por outro lado, sabe-se que, pelo menos uma parte da proteção dada pela pele do negro contra a ação da luz solar é devida ao fato dela possuir o stratum corneum relativamente espesso.

Esse stratum igualmente torna-se mais grosso na raça branca quando a pele é “queimada” ou “curtida” ao sol. Além disso, inclusive a pele que produz pouca melanina, adquire certo grau de resistência à ação da luz solar depois de exposições repetidas. É igualmente provável que, embora a melanina tenha importância para a proteção do corpo contra a excessiva irradiação solar, não constitua ela o único meio de que ele dispõe, ou mesmo o comumente utilizável.

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