Laringe | Anatomia e Função | Como Funciona | Resumo

A laringe é o segmento do tubo respiratório que une a faringe com a traqueia. Suas paredes são protegidas contra o colapso na Inspiração por várias cartilagens, que estão contidas em sua parede e que estão unidas por membranas de tecido conectivo.

como-funciona-a-laringe

Músculos que agem nas cartilagens estão presentes tanto por fora delas (músculos extrínsecos da laringe) quanto entre elas e a túnica mucosa (os músculos intrínsecos da laringe).

Funções da laringe

A laringe tem muitas funções. Toma parte importante na fonação. Uma função mais fundamental da laringe é aquela de evitar que qualquer coisa que não o ar ganhe entrada nas vias respiratórias inferiores. É tida como o cão de guarda do pulmão e se, apesar de seus esforços, qualquer coisa que não o ar nela penetra, um reflexo de tosse é imediatamente desencadeado.

É de interesse, a este respeito, notar que alguns indivíduos que aparentemente, tenham morrido por afogamento são encontrados na necroscopia contendo muito pouca água nos pulmões; provavelmente, morrem de asfixia causada por espasmo laríngeo induzido por água que ganha entrada a este órgão, irritando-o.

Anatomia da laringe

O ápice de uma estrutura em forma de palma, a epiglote, cuja porção livre se projeta para cima e ligeiramente para trás, é presa anteriormente para constituir a porção mais alta da laringe. Antigamente pensou-se que a parte livre desta estrutura ia de encontro a entrada da laringe quando alimentos eram deglutidos e, desta maneira, evitava que alimentos e líquidos entrassem na laringe.

laringe-anatomia

Embora este ponto de vista tenha alguns modernos defensores, acredita-se, atualmente, que a epiglote tem um papel mais subsidiário e passivo em evitar a entrada de alimentos e líquidos na laringe e que o principal fator responsável por este último efeito é o da laringe ser trazida para cima e para diante no ato de deglutição, de tal forma que a extremidade superior de sua porção tubular é comprimida contra a face posterior da epiglote, abaixo da raiz da língua.

Uma placa de cartilagem elástica forma um suporte interno para a epiglote. O pericôndrio desta é contínuo com a lâmina própria da túnica mucosa que reveste ambas as suas superfícies. O epitélio da túnica mucosa varia em relação com a função das diferentes partes da epiglote.

Na face anterior, onde a epiglote entra em contato com a raiz da língua, no ato da deglutição, o epitélio é do tipo estratificado pavimentoso não queratinizado e tão bem adaptado de modo a cobrir superfícies úmidas sujeitas ao desgaste e à dilaceração.

Como funciona a laringe

Estrutura

O epitélio que recobre a porção mais alta da face posterior põe-se em contato com alimentos que são deglutidos e, assim, está sujeito a considerável uso e desgaste. Ele, também, é do tipo estratificado pavimentoso não queratinizado.

Corpúsculos gustativos estão, geralmente, presentes nele. Todavia, o epitélio que recobre a parte inferior da face posterior da laringe não se põe em contato com alimentos e, como ele constitui o revestimento de parte do tubo respiratório, é revestido por epitélio pseudo-estratificado colunar ciliado com células calciformes. Os cílios movem-se em direção à faringe e levam muco e partículas apanhadas pelo muco naquele sentido.

Glândulas mucosas com algumas unidades secretoras serosas estão presentes na lâmina própria abaixo da face posterior. Diz-se que também estão presentes abaixo da face anterior. As glândulas são mais numerosas em direção à margem fixa da epiglote.

O lume da laringe e as pregas vocais

O lume da laringe é estreitado e mais ou menos em forma de fenda (a fenda estando dirigida em sentido anteroposterior) por pregas da túnica mucosa que se projetam de cada lado para dentro do lume. O par superior de pregas constitui as falsas cordas vocais ou pregas vestibulares.

O segundo par de pregas fica abaixo do primeiro par e suas margens livres em forma de cordão constituem as cordas vocais verdadeiras ou pregas vocais. A abertura entre as duas pregas vocais é chamada rima glottidis. É em forma de fenda quando as pregas vocais estão aproximadas, mas de forma algo triangular, com o ápice do triângulo dirigido para frente, quanto as pregas vocais estão mais afastadas.

A expansão do lume da laringe entre os dois pares de pregas é chamada “sinus” ou ventrículo da mesma. Anteriormente, o sinus de cada lado é prolongado para cima. Cada fundo de saco, assim formado, é chamado sáculo da laringe. Os eixos das pregas que encerram as pregas vestibulares são compostos, principalmente, de uma lâmina própria um tanto frouxa, que contém glândulas.

Outras características da laringe

O eixo do segundo e inferior par de pregas consiste de tecido conectivo e músculo. Os eixos das pregas vocais (as porções das pregas mais próximas de suas bordas livres) consistem de tecido conectivo, composto principalmente por fibras elásticas.

A abertura entre as duas pregas vocais e a tensão em que se encontram as pregas, são afetadas tanto por fibras musculares que agem diretamente nas pregas quanto por fibras musculares que as afetam indiretamente pelo deslocamento dos tecidos aos quais estão ancoradas. O epitélio da túnica mucosa da laringe varia em relação à função executada por suas diferentes partes.

Aquele que cobre as pregas vocais, as quais estão sujeitas a considerável uso e desgaste, é do tipo estratificado pavimentoso não queratinizado. Todo epitélio que reveste a laringe abaixo das pregas vocais é do tipo pseudo-estratificado colunar ciliado com células caliciformes.

Revestimento

A maior parte daquele que reveste a laringe acima das pregas vocais é, também, deste tipo, embora epitélio estratificado escamoso não queratinizado possa estar embutido em alguns lugares. Os cílios batem em direção à faringe.

Exceto sobre as pregas vocais, a lâmina própria da túnica mucosa contém glândulas mucosas. Linfonodos ocorrem na lâmina própria da túnica mucosa. São mais numerosos ao longo das paredes lateral e dorsal na região do ventrículo da laringe e das pregas vestibulares.

Anatomia e função da laringe – resumo

Continue aprendendo sobre o SISTEMA RESPIRATÓRIO