Ossos do Corpo Humano | Tecido Ósseo | Estrutura e Histologia

Os ossos do corpo humano se distinguem de todos os outros órgãos pela grande dureza e pela resistência às ações mecânicas como pressões, trações, flexões, torções. Estas propriedades os tornam particularmente aptos a formar a perfeita estrutura que é o esqueleto, com suas funções de sustentação, de proteção aos órgãos internos e também de instrumento passivo dos movimentos. A seguir, aprenderemos tudo sobre o tecido ósseo em um resumo completo.

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A estrutura dos ossos do corpo humano

Observando ao microscópio um fragmento ósseo vê-se que é constituído de muitas lâminas, orientadas de modo variado. Na superfície do osso encontram-se lamelas em várias camadas superpostas, paralelamente à própria superfície; outras lâminas formam numerosos aros concêntricos em torno de uma rede de caneletes, os canais de Havers, nos quais se escoam artérias, veias e nervos; outras lâminas ainda são orientadas de forma variada nos espaços que restam. ossos-do-corpo-humano-anatomia

Cada sistema lamelar é ligado aos outros por meio de uma substância aglutinante, como na madeira compensada, obtendo-se assim uma compacidade e uma elasticidade extraordinárias. Por fim, esparsas aqui e ali, estão as células ósseas, cerca de 900 por milímetro quadrado. Falávamos de orientação segundo direções determinadas: trata-se de uma orientação que acompanha as linhas ao longo das quais se transmitem as pressões a que o osso está sujeito.

Por este motivo existe nos diversos ossos do corpo humano uma arquitetura característica que os torna particularmente adaptados ao ofício mecânico que devem exercer. A estrutura dos ossos do corpo humano, em suma, é comparável a uma moderna construção de concreto.

Os minerais dos ossos do corpo humano

Além da estrutura arquitetônica, é preciso levar em conta, nos ossos do corpo humano, a estrutura química. Os caracteres do tecido ósseo dependem da presença de grande quantidade de substâncias minerais que constituem dois terços da massa total dos ossos do corpo humano, resultantes principalmente de fosfato e carbonato de cálcio e de fosfato de magnésio.

Nas idades mais tenras, a quantidade de substâncias minerais é relativamente menor e os ossos do corpo humano são mais flexíveis; nas pessoas idosas torna-se mais abundante, mas isto não significa que os ossos do corpo humano sejam mais resistentes; pelo contrário, tornam-se mais frágeis porque perdem a elasticidade.

Os distúrbios da calcificação dos ossos do corpo humano, bastante frequentes, não decorrem da escassez de cálcio disponível, deficiência que poderia ser facilmente corrigida se dependesse apenas de administrar cálcio por via oral ou injeção, mas sim da diminuição da capacidade do osso em absorver o cálcio.

Absorção de cálcio

E esta incapacidade depende, por sua vez, de todo um conjunto de fatores, entre os quais têm especial destaque certos hormônios (especialmente os das glândulas paratireoides) e a vitamina D. A deficiência, consequência sobretudo da escassez de raios ultravioleta do sol, ou à carência desta vitamina é devido o raquitismo, uma doença infantil em que os ossos do corpo humano se deformam por não serem suficientemente sólidos.

Também na adolescência, por ocasião do período da puberdade, uma descalcificação pode atingir as vértebras do dorso e da região lombar. Daí resulta um desvio da coluna vertebral. O dorso curvo é bastante frequente nos adolescentes.

O desenvolvimento do tecido ósseo

A substância óssea é precedida, no desenvolvimento, de uma outra substância mais mole, a cartilagem. O embrião tem um esqueleto cartilaginoso, antecipação do que será o esqueleto ósseo. Pouco a pouco, em certa fase da vida embrionária, o tecido cartilaginoso é invadido por células especiais, os osteoblastos, que constroem o tecido ósseo.

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Outras células, os osteoblastos, destroem uma parte deste, não para anular o trabalho dos osteoblastos, mas para regulá-lo, para eliminar as partes excessivas, para modelar o que deverá ser a forma definitiva do osso.

Durante a infância, algumas porções do esqueleto são ainda cartilaginosas, o que se verifica em parte dos ossos do corpo humano da mão e do pé, das costelas e do externo: a ossificação dos vários setores do esqueleto ocorre em um ritmo bem preciso e regulado no tempo. Durante todo o período de crescimento conserva-se nos ossos do corpo humano uma pequena zona de cartilagem, a cartilagem de crescimento, à qual é devido ao aumento de comprimento dos ossos do corpo humano.

O alongamento dos ossos do corpo humano

O aumento da estatura não é senão o alongamento dos ossos do corpo humano denominados “longos”, isto é, os dos membros e, para isso, a função da cartilagem de crescimento é essencial. Esta se multiplica continuamente, tendendo a estender-se, mas subitamente é invadida pelos osteoblastos situados nas suas fronteiras que, por sua vez, tomam-lhes o lugar para fabricarem tecido ósseo.

Os osteoblastos têm, porém, o bom senso de respeitar a pequena zona da cartilagem de crescimento, que persiste em sua atividade até os vinte anos aproximadamente. Se esta zona desaparecesse, o crescimento pararia depressa demais e a consequência seria o nanismo; se, pelo contrário, esta se conservasse além do tempo devido, a consequência seria o gigantismo.

Alterações no crescimento dos ossos

Nanismo e gigantismo são alterações do crescimento provocados por certos distúrbios do delicado mecanismo que descrevemos. Este mecanismo é controlado essencialmente pelas glândulas hormonais. A tireoide tem um efeito estimulador e acelerador no crescimento, enquanto as glândulas sexuais o freiam, motivo pelo qual o início da puberdade torna mais lento o ritmo do crescimento.

A glândula mais importante para o alongamento dos ossos do corpo humano é a hipófise, que produz um hormônio específico, denominado justamente “hormônio do crescimento”. A função essencial deste hormônio é regular o desenvolvimento proporcional do corpo.

O crescimento dos ossos do corpo humano, além disso, depende também da boa alimentação, da atividade física, do ar livre, dos esportes: esta é a explicação para a estatura mais elevada dos adolescentes de hoje em comparação com os do passado.

Para saber os nomes dos ossos do corpo humano, acesse esse artigo sobre o ESQUELETO HUMANO