Vesícula biliar – O que é, onde fica, qual a função?

A vesícula biliar é um órgão em formato de pera, oco, localizado na região inferior do fígado. É capaz de armazenar cerca de 50 mililitros de bile. A seguir veremos quais suas funções.

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Funções da vesícula biliar

A vesícula biliar armazena a bile produzida pelo fígado. A bile é utilizada pelo corpo humano como um importante agente no processo de digestão. A bile atua quebrando as moléculas de gordura, reduzindo-as à minúsculas gotículas, que posteriormente serão quebradas pelas enzimas.

A concentração de bile se faz pela absorção da água e sais inorgânicos através do epitélio para os ramos da lâmina própria de sua mucosa. Daí resulta que a bile na vesícula apresenta aumento no conteúdo de pigmento biliar, sais biliares e colesterol.

Substâncias radiopacas de natureza especial e que são excretadas pelo fígado e que, portanto, aparecem na bile, podem ser dadas aos pacientes. Se a vesícula biliar está concentrando normalmente, estas substâncias atingem na mesma uma concentração suficiente para que o órgão possa ser observado com os raios X.

Desta maneira, as funções de vesícula biliar podem ser testadas clinicamente. A reação da bile se modifica de algum modo na vesícula; a absorção dos sais inorgânicos torna-a menos alcalina.

No esvaziamento da vesícula biliar, há provavelmente intervenção tanto do mecanismo nervoso como hormonal. A ingestão de gordura é particularmente eficaz para provocar o esvaziamento da vesícula biliar.

Anatomia da vesícula biliar

Do canal hepático estende-se um ramo lateral (canal cístico) em direção a um saco alongado, piriforme, denominado vesícula biliar. Esta é revestida por uma mucosa que forma tantas pregas quando a vesícula se contrai, que o estudante, observando um corte da parede deste órgão, poderia pensar que sua mucosa fosse constituída por glândulas.vesicula-biliar-anatomia

Na realidade, não há glândulas na mucosa da vesícula biliar, exceto na proximidade do colo, e se o órgão está distendido, a maioria (mas não todas) das pregas da mucosa desaparece. O epitélio da mucosa da vesícula biliar é cilíndrico alto. Cada célula assemelha-se à sua vizinha, fazendo lembrar, por esse aspecto, o epitélio do estômago.

As células, todavia, não são iguais às que revestem o estômago. Elas lembram mais as células absorventes do intestino delgado, e assim como elas, são providas de borda estriada. Na porção mais superficial do citoplasma celular tem sido descrita a existência de grânulos de secreção, mas a função primordial das células de revestimento, é mais de absorção do que de secreção.

O epitélio repousa numa lâmina própria areolar. Não há muscular da mucosa na vesícula biliar; assim, a mucosa repousa sobre uma reduzida camada de músculo liso comparável em posição, mas não em espessura, à muscular externa do intestino. Algumas das fibras musculares lisas que compõem a muscular externa, correm circularmente e longitudinalmente, mas a maioria dispõe-se obliquamente.

Estrutura

Há um grande número de fibras elásticas no tecido conjuntivo que enche os espaços entre os feixes musculares desta túnica. Externamente à túnica muscular há uma camada perimuscular ou submucosa bem desenvolvida. Esta é constituída de tecido areolar e pode conter grupos de células gordurosas.

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                                            Segmentos da vesícula

Ela conduz artérias, veias, linfáticos e nervos para o órgão. Ao longo da face da vesícula biliar que está acolada ao fígado, o tecido conjuntivo da túnica perimuscular (que aqui não pode ser apropriadamente denominada de subserosa) é contínuo com o tecido conjuntivo do fígado.

O colo da vesícula está torcido de tal maneira que sua mucosa forma pregas espiraladas. Do mesmo modo, pregas semilunares da mucosa podem ser observadas no revestimento do canal cístico. Na parede do colo da vesícula biliar e na parede do canal cístico, o músculo se dispõe em maior quantidade do que no resto da mesma.

O canal biliar

O canal que se estende do ponto de junção do canal cístico com o canal hepático até ao duodeno, era, no passado, denominado de canal biliar comum. Recentemente, tem havido uma tendência a se omitir o qualificativo “comum”.

Este conduto atravessa as túnicas externas do duodeno próximo ao ponto de penetração do canal pancreático. No trajeto através da parede duodenal os dois condutos se fundem, e a luz de ambos é suficientemente larga para ser chamada de ampola, a ampola de Vater.

A ampola segue um trajeto oblíquo através das camadas internas da parede duodenal, para se abrir no cume de uma papila que se projeta na luz duodenal, a papila duodenal. O músculo que existe ao nível da ampola e ao nível das extremidades dos dois condutos que entram na mesma, recebeu a denominação, antigamente, de esfíncter de Oddi.

Esfíncter de Boyden

O músculo que se desenvolve em torno da porção pré-ampolar do conduto biliar torna-se desenvolvido e funciona como esfíncter externo do conduto biliar; este pode ser chamado de esfíncter de Boyden. O músculo que se desenvolve em torno da própria ampola e em torno da porção pré-ampolar do canal pancreático não é suficientemente forte para exercer uma ação esfincteriana potente, exceto em número limitado de indivíduo.

O fechamento do forte esfíncter de Boyden, que envolve a porção pré-ampolar do conduto biliar, impede a secreção hepática de alcançar o intestino; em consequência, a bile formada durante seu fechamento reflui para a vesícula biliar, por meio do canal cístico, onde é armazenada e concentrada.

Há também fibras musculares lisas dispostas paralelamente à porção pré-ampolar dos canais biliar (colédoco) e pancreático; suas contrações encurtam (e provavelmente alargam) os condutos, estimulam o fluxo através deles.

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