Débito Cardíaco | Ciclo Cardíaco | Fases – Sístole e Diástole | Resumo

Pode-se definir o débito cardíaco como a relação de sangue bombeado em um minuto pelo coração humano. Nesse artigo você irá aprender sobre o débito cardíaco e o ciclo cardíaco, fatores que influenciam no mesmo e a fisiologia. Também aprenderá sobre a sístole e diástole, fases do ciclo cardíaco.

Fisiologia do débito cardíaco

Como consequência do trabalho realizado pelo coração, sai de cada ventrículo uma certa quantidade de sangue, dotada do impulso necessário para vencer a resistência oferecida pelo sistema vascular à circulação. Em condições normais, um ventrículo expulsa cerca de 70 ml de sangue em cada batimento.

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Como o número de batimentos por minuto é 70, resulta que cada ventrículo lança à circulação uns cinco litros de sangue por minuto.  Este é consideredo o débito cardíaco normal.

Dinâmica do débito cardíaco

Consignaremos os seguintes fatos:

  • O débito cardíaco é igual ao retorno venoso, pois do contrário se acumularia sangue no órgão;
  • O débito de ambos os ventrículos é o mesmo; não fora assim ficaria sangue estancado ou nos vasos pulmonares ou nos sistêmicos;
  • O valor do débito cardíaco em cada momento depende das demandas de irrigação sanguínea dos tecidos, e seus fatores determinantes são, por um lado, o retorno de sangue ao coração e, por outro, a frequência dos batimentos e a força de contração do miocárdio.

Fases do ciclo cardíaco – Sístole e Diástole

A cada 0,8 segundos nasce no nodo SA um impulso cardíaco. Os átrios se contraem (sístole atrial ou pré-sístole) e forçam o sangue neles contido para os ventrículos através das válvulas AV, que já estavam abertas. O impulso chega ao nodo AV e se propaga rapidamente pelo sistema de Purkinje, provocando a contração dos ventrículos (sístole). Nesse ínterim já se anulou a onda de excitação nos átrios e suas fibras se relaxam.

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Ao aumentar a pressão do sangue nos ventrículos as válvulas AV se fecham, e ao ser superado o valor da pressão arterial as válvulas semilunares se abrem e o sangue é ejetado para as artérias.

No ciclo cardíaco, ao findar depois o impulso cardíaco nos ventrículos, estes se relaxam (diástole); a pressão ventricular diminui bruscamente. Também baixa a arterial, embora com mais suavidade devido à maior elasticidade das paredes dos vasos. As válvulas se fecham no momento em que a pressão nos ventrículos é menor que nas artérias, e se abrem as AV quando é completo o relaxamento do miocárdio ventricular.

Comportamento do coração no ciclo cardíaco

O sangue flui das veias e vai enchendo os átrios e, depois da abertura das válvulas tricúspide e mitral, também os ventrículos, até que com o aparecimento de um novo impulso no podo SA se inicie outra vez o ciclo cardíaco.

No ciclo cardíaco, a atividade do coração se acompanha de alterações de potencial elétrico nas diferentes regiões do órgão. As correntes elétricas resultantes se difundem pelos líquidos do organismo e chegam à superfície do corpo, onde geralmente são detectadas por meio de um aparelho: o eletrocardiógrafo.

Regulação da atividade cardíaca

O trabalho que o coração precisa realizar para manter constante o débito cardíaco é tanto maior quanto maior for a resistência oposta ao fluxo de sangue pelo sistema vascular, a qual varia continuamente. Por outro lado, o débito cardíaco se acomoda às necessidades do organismo, razão pela qual se observam amplas variações em determinadas circunstâncias; assim, por exemplo, o exercício muscular intenso faz aumentar o débito até valores de 30-40 litros por minuto.

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Que mecanismos entram em jogo para ajustar automaticamente o débito cardíaco às necessidades de cada instante? São, fundamentalmente, dois. Um reside no próprio órgão e se baseia nas propriedades que tem o miocárdio de contrair-se tanto mais energicamente quanto mais distendido estiver no momento de iniciar-se a contração.

Auto regulação do coração

Trata-se, por conseguinte, de um mecanismo de auto regulação, e a lei que o expressa (lei de Starling) diz concretamente que a força da contração sistólica é proporcional, dentro de certos limites, ao volume do coração na diástole. O outro mecanismo é nervoso, sendo regulado pelos sistemas simpático e parassimpático.

O simpático estimula e o parassimpático freia, por sua pane, a atividade do ciclo cardíaco. Um centro cardio-regulador situado no bulbo raquidiano recebe informações de diversas regiões do corpo e envia impulsos nervosos ao coração, de maneira que sua atividade se ajuste constantemente às condições reinantes.

Fisiologia do débito cardíaco – Fases do ciclo cardíaco

Continue aprendendo sobre o CORAÇÃO HUMANO

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